
As equipes de saúde que atendem as vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro se preparam para um aumento no número de casos de doenças ligadas a alagamentos, como tétano, leptospirose e diarreias, nos próximos dias, segundo o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec-RJ), Alexandre Chieppe.
"O crescimento dos casos por conta de lama ou água contaminada ainda não existe nos serviços de saúde montados, mas é claro que nós estamos nos preparando para isso nos próximos dias", afirmou Chieppe. "O período de incubação das doenças fica entre 3 e 45 dias, dependendo da patologia." Por enquanto, os atendimentos se concentram nos ferimentos ligados diretamente aos acidentes na hora da chuva.
Saiba como se prevenir
Para evitar a incidência de doenças ligadas a enchentes, a orientação é evitar o contato com água e lama, assim como tentar, na medida do possível, manter a casa limpa.
"Para quem não tem acesso a luvas e galochas, é possível usar sacos plásticos bem amarrados para envolver mãos e pés na hora de lavar a casa invadida por água", diz Chieppe.
Na limpeza, a recomendação é usar água sanitária. Por isso, a Vigilância Sanitária pede a quem quer fazer doações que inclua o produto nas remessas, assim como outros produtos. "Água sanitária é indispensável na limpeza, não adianta usar só água e sabão, é preciso fazer uma lavagem completa, não deixar sujeira sobrando ou algum foco para surgimento de doença" afirma o superintendente.


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