domingo, 22 de abril de 2012

Consumo diário tem o poder de definir os rumos do planeta

Líderes globais, pesquisadores e economistas tentam conciliar a expansão da classe média à necessidade de estabelecer padrões de consumo menos agressivos ao meio ambiente. De alimentos a computadores, de maquiagem a automóveis, os produtos que a humanidade consome vêm moldando o planeta. A economia que move o mundo também pode destruí-lo. Para ambientalistas, economistas, cientistas e líderes globais, essa é uma equação complexa sobre a mesa, agravada pela expansão das novas classes médias: como convencer um imenso contingente de novos compradores a abrir mão do conforto, ou pensar antes de consumir, em um cenário de renda reforçada e acesso mais fácil ao crédito? A forma como o mundo consome e vai consumir nos próximos anos é um dos embates às vésperas da Rio+20. No momento, duas correntes se opõem. Brasil e países emergentes defendem a busca por soluções que não reduzam a inclusão social, que não privem a classe ascendente de bens de que, até o momento, as nações desenvolvidas puderam desfrutar. Na União Europeia, domina a corrente que recomenda duramente a restrição ao uso de recursos naturais, de forma a reduzir o consumo. Independentemente do grau de envolvimento com a discussão, cada indivíduo economicamente ativo pode interferir decisivamente nos rumos do planeta através de sua forma de decidir. As opções vão desde a escolha de aparelhos que gastam menos energia – nesse caso, também uma opção econômica – à preferência por itens de marcas que respeitem o meio ambiente. O conceito é fácil de entender. O difícil é levar o consumidor a decidir não apenas em função do preço. Descubra, com o teste produzido pelo Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, que tipo de consumidor é você: O relatório O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente ao Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a RSE (responsabilidade social empresarial), feito desde 2000, acompanha a evolução do padrão de consumo brasileiro. A última edição, de 2010, traz a seguinte conclusão: “Nesse contexto de festa do consumo, em especial incorporando segmentos historicamente excluídos ou com limitado acesso ao mercado, é difícil imaginar que os novos consumidores assumam comportamentos conscientes, assim como que maiores parcelas dos antigos consumidores o façam”. O próximo relatório será lançado este ano, mas ainda está em fase de planejamento. A equipe do Akatu tem pressa para checar a evolução dos consumidores nos últimos dois anos. “Os cientistas seguem demonstrando que, ao fim das contas, o planeta poderá seguir sua existência tornando-se mais quente, recoberto por geleiras ou com elevado nível de seus mares. Mas o mesmo não se pode dizer com relação à espécie humana. Já pagamos uma conta alta pela lentidão em assumir que temos um problema real a enfrentar. E vamos pagar mais. É hora de correr contra o prejuízo”, alerta a Diretora-executiva do Akatu, Ana Maria Wilhelm. A série de relatórios incorporou desde 2003 uma análise sobre o avanço do comportamento dos brasileiros para o consumo consciente. Foram criadas quatro categorias de comportamento, em ordem crescente de preocupação com os efeitos de suas compras sobre o meio ambiente: indiferentes, iniciantes, engajados e conscientes. O comportamento dos consumidores na hora das compras oscilou criticamente na fase de ascensão econômica da classe C. Na comparação com os resultados de 2006 percebeu-se um aumento de 12 pontos percentuais no total de consumidores classificados como “indiferentes”, passando de 25% em 2006 para 37% em 2010. “O resultado teve relação com o aumento de renda da população e a democratização do acesso ao crédito”, observa a diretora do Akatu. Nos outros dois grupos seguintes, “iniciantes” e “engajados”, verificou-se uma queda, respectivamente de 7 e 5 pontos percentuais, correspondendo assim aos mesmos 12 pontos percentuais de crescimentos dos “indiferentes”. O relatório destaca que seis dos 13 comportamentos utilizados na segmentação dos consumidores estão diretamente relacionados à redução e ao planejamento de gastos, sendo a adesão a eles mais sensível ao contexto econômico, à confiança do consumidor e à sua disposição de maior ou menor contenção de despesas. Durante parte do período das pesquisas (2003 a 2008), a renda dos 10% mais pobres cresceu 8% ao ano, enquanto o rendimento dos 10% mais ricos cresceu 1,5% ao ano. “Esse ritmo deve ser mantido até 2012. Em 2009, mais de um milhão de brasileiros saíram da linha de pobreza”, indica o relatório. “Um ponto positivo é que esse consumidor que ascendeu da classe C traz o hábito de planejar antes de gastar, pelos anos vividos sob recessão econômica. E é esse hábito de planejar gastos e contas que temos que estimular, não podemos deixar que essa parcela da população recaia nos erros cometidos pelos outros perfis de consumidores”, observa Ana Maria. O consumidor consciente é o chamado “cidadão do futuro”. Pode ter começado o exercício de um novo estilo de vida como os eco-chatos de sempre, mas hoje amplia sua visão para pensar na coletividade e manifestar interesse pelo planeta. “Entre a criação de protocolos internacionais e a regulação por parte dos governos gasta-se muito tempo. O desafio está em nossas mãos, nas escolhas que fazemos todos os dias”, defende Ana Maria. O Akatu indica alguns dos comportamentos típicos do que é considerado o consumidor exemplar: Adota a bicicleta como meio de transporte Além de uma opção pessoal saudável, indica a prática de alguma forma de ativismo em busca de mais respeito no trânsito, como o Grupo de Ciclistas de São Paulo. Pratica coleta seletiva do lixo A separação caseira é um bom começo. Destacam-se nesse grupo os consuidores que se deslocam até pontos estabelecidos por cadeias de supermercado para depositar o lixo, estimulando a legislação para coleta de resíduos sólidos. Lê todas as embalagens de produtos Informação é a chave do consumo consciente. O consumidor que tenta entender se o produto tem caráter de sustentabilidade a partir da composição química está ajudando a pressionar a indústria por mais qualidade e responsabilidade. Desistiu de andar de carro sozinho Considerando as implicações do transporte individual, o motorista que entende o peso de desclocar-se sozinho no automóvel tem um papel importante nos dias de hoje. O desejável, nesse quesito, é o comportamento que inclui, se necessário, a mudança de rotina, com disposição para trechos a pé, trasnporte público ou carona. Planeja o orçamento antes de gastar Quem evita o endividamento fácil está fazendo bem para o seu orçamento e para o mercado. Contribui também para evitar o consumo por impulso. Compra alimentos da estação Adotar produtos orgânicos é algo altamente saudável, mas ainda há diferenças significativas de preço. A opção por vegetais da estação é uma prática, por exemplo, dos Eco-chefs no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Situação cabeluda!


Com o perdão do trocadilho, a imagem é de arrepiar os cabelos: um tufo de cabelo humano crescendo no dorso de um camundongo de uma linhagem naturalmente "pelada".

Os responsáveis pela visão inusitada são Takashi Tsuji e seus colegas da Universidade de Ciência de Tóquio, no Japão. Em artigo recém-publicado na revista científica "Nature Communications", eles mostram como conseguiram uma integração do cabelo humano muito similar à natural no organismo dos roedores.
Em tese, a técnica, que partiu do cultivo em laboratório de folículos capilares de um homem com calvície, poderia ser um novo caminho para tratar a calvície.

O ponto importante do estudo japonês é que ele conseguiu fazer com que os cabelos implantados nos camundongos ficassem realmente conectados com a pele do animal, incluindo terminações nervosas e músculos que fazem os pelos arrepiarem.

Os pesquisadores também mostraram que esses cabelos passam pelo ciclo normal de crescimento, queda e reposição da cabeleira natural.

Dress to die!


No mínimo obrigatório para quem ainda não entende as vantagens da cremação!

Um pesquisadora sul-coreana radicada nos EUA trabalha na criação de um traje especial para cadáveres. O objetivo de Jae Rhim Lee, pesquisadora do MIT (Massachusetts Institute of Technology), é impedir que toxinas decorrentes da decomposição de restos mortais contaminem lençóis freáticos e causem problemas de saúde pública.
O corpo humano abriga mais de 200 poluentes tóxicos e muitas delas se espalham pela terra após a morte, explica a pesquisadora. Lee desenvolve em laboratório fungos que decompõem o corpo humano completamente, sem deixar toxinas.

A pesquisadora cultiva cogumelos dos tipos ostra e shiitake e, para treiná-los na tarefa de decompor cadáveres, alimenta-os com unhas e cabelos de seu próprio corpo.

"Os cogumelos têm potencial para usar os nutrientes dos tecidos humanos e limpar as toxinas industriais do solo. Eficientes decompositores, os fungos fazem esse trabalho melhor que vermes e minhocas", afirma.

A proposta de Lee é que, em breve, todos os mortos sejam vestidos com um traje funerário especial, preparado com os fungos treinados para decompor cadáveres.

A roupa, feita em algodão orgânico, é bordada com um fio tratado com esporos de fungos e um fluído embalsamador rico em nutrientes, que ajuda os cogumelos a se desenvolverem.