terça-feira, 23 de novembro de 2010

Meta ...


Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.

O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão "sobrando" na atmosfera em 2020.

Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.

O recado foi dado hoje pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado "The Emissions Gap" ("A Lacuna das Emissões").

O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.

Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.

O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente --ou seja, a soma de todos os gases-estufa "convertidos" no potencial de aquecimento do CO2.

Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. "Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100", disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Queda


Emissão causada por desmatamento caiu 25% em relação aos anos 90

A crise econômica mundial levou a uma redução de 1,3% na produção mundial de dióxido de carbono (CO2) proveniente da queima de combustíveis fósseis no ano passado, de acordo com o Global Carbon Project, um grupo internacional de cientistas que analisa dados sobre emissões no planeta.

As conclusões do grupo foram publicadas na última edição da revista científica Nature Geoscience e afirmam que as emissões de carbono de 2009 ficaram abaixo das de 2008 e são as segundas mais altas da história.

A queda, no entanto, ficou bem abaixo dos 2,8% previstos no início da crise. Isso porque, segundo o relatório Carbon Budget, em muitos países em desenvolvimento houve aumentos significativos.

Em 2009, a China produziu cerca de 8% a mais de CO2, e as emissões da Índia subiram 6,2%, em comparação com o ano anterior.

"Isso (a redução abaixo do previsto) aconteceu porque a queda no Produto Interno Bruto do mundo foi menor do que se esperava. E a quantidade de CO2 liberada por unidade de PIB melhorou apenas 0,7% em 2009, bem abaixo da sua média histórica de 1,7% ao ano", afirmou Pierre Friedlingstein, que coordenou o estudo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Baby Boom!


Pesquisadores apresentaram nesta sexta-feira no centro de Ya'an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. Segundo o site do jornal Daily Telegraph, o país vive em 2010 um "baby boom" de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.

Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.

Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro.

Segundo o site do jornal britânico, os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.

Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha

sábado, 20 de novembro de 2010

Pequin


Uma grossa cortina de fumaça encobriu o centro de Pequim nesta sexta-feira, reduzindo a visibilidade para poucas centenas de metros.

Os arranha-céus da capital chinesa praticamente desapareceram, e escolas suspenderam aulas de educação física para evitar problemas respiratórios.

O problema levou especialistas a recomendar que crianças e idosos não saíssem de casa.

Poluição nesta sexta-feira ultrapassou o índice que mede qualidade do ar

Autoridades afirmaram que a má qualidade do ar de Pequim neste outono está ainda pior por causa da queima de carvão mais intensa em vilarejos e fábricas.

Além disso, calcula-se que mais de 1,2 mil novos carros estejam chegando às ruas da capital diariamente.

A intensa poluição de Pequim levou a embaixada americana na capital a descrever a qualidade do ar como 'louca de tão ruim', mas depois corrigiu o texto, afirmando estar procurando a linguagem correta para descrever condições acima do limite superior para classificação do índice de poluição atmosférica.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O jeito é comer menos


Há quase um século já se sabia que dietas pouco calóricas reduziam o envelhecimento de animais. No entanto o motivo nunca foi muito claro. Mas pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, liderados por um geneticista brasileiro, conseguiram finalmente explicar a relação entre o envelhecimento e uma menor ingestão de alimentos: o corte calórica ativa a produção da Sirt3, uma enzima na mitocôndria, que por sua vez, diminui a quantidade de radicais livres. A descoberta vai gerar novos estudos em busca de novas drogas que possam retardar o envelhecimento.

“Finalmente estamos identificando o que media o envelhecimento. Ainda não descobrimos a poção da juventude, precisamos saber se o efeito da Sirt3 vai ser tão dramático em outros tecidos como o cardíaco, cerebral e da pele”, disse Tomas Prolla, brasileiro, professor do departamento de genética da universidade e autor do estudo a ser publicado na próxima edição da revista científica Cell.

O estudo é o primeiro a provar os efeitos do envelhecimento observados em situações de restrição de calorias. A Sirt3 age na mitocôndria, estrutura celular que produz energia e que é fonte dos chamados radicais livres - que destroem as células e promovem os efeitos do envelhecimento. A pesquisa do grupo de Prolla mostrou que quando esta a célula está em condições de baixa caloria, a enzima tem seus níveis ampliados, o que interfere no metabolismo celular e resulta em menor produção de radicais livres pela mitocôndria.

Em testes de laboratório com ratos foram estudados dois grupos: um normal e outro geneticamente alterado para não produzir a Sirt3. Todos os animais sofreram redução de 25% das calorias em suas dietas. Mas só aqueles que apresentavam a enzima tiveram prolongamento de 40% em relação à expectativa de vida. Para isso, o grupo mediu a capacidade auditiva dos ratos – com a idade, assim como os humanos, os roedores tendem a perder a audição. Nos ratos que produziam maiores quantidades de Sirt3 por causa da restrição de calorias, ela não se alterava ao longo do tempo.

De acordo com Prolla, o próximo passo da pesquisa é construir animais com várias cópias da enzima e analisar o comportamento de sua ativação em outros tecidos. "Ninguém consegue viver bem por muito tempo com redução calórica de 25%, por exemplo. O que a gente quer na verdade, é criar substâncias sintéticas ou naturais que ativem esta enzima e consequentemente inibam a oxidação das células", disse.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais descobertas !


Uma expedição de conservacionistas que procuravam uma espécie de sapo tida como extinta acabou descobrindo três novas espécies de anfíbios. Os animais, nunca antes identificados, foram encontrados na Colômbia. Entre eles, está um sapo que produz veneno e um outro que tem olhos vermelhos.
Os animais identificados na expedição tendem a ser mais ativos durante o dia, um comportamento raro entre anfíbios. No entanto, os mesmos cientistas falharam em localizar a espécie que procuravam: o sapo da Mesopotâmia (Rhinella rostrata), que teria sido visto pela última vez em 1914.
Olhos vermelhos
O sapo de olhos vermelhos, com comprimento entre 3 e 4 cm, encontrado a uma altitude de 2 mil m, deixou os cientistas - que trabalham para a entidade americana Conservation International - particularmente fascinados. "Nunca vi um sapo com olhos de um vermelho tão vibrante", disse Robin Moore, o líder da expedição. "Este traço é pouco comum entre anfíbios e a descoberta oferece uma oportunidade incrível para aprendermos mais sobre como e por que ele evoluiu desta maneira".
Comparado a vilão dos "Simpsons", sapo não passa por fase de girino Os especialistas acreditam que talvez ele não tenha sido identificado antes porque a espécie não passa por esta fase, produzindo, em vez deles, pequenos sapos que se assemelham a folhas caídas no solo da floresta onde vivem. A terceira nova espécie é de um sapo que produz veneno - embora ele não seja tão venenoso como muitos de seus parentes.

Plantinha carnívora!


Uma nova espécie de planta carnívora foi descoberta por pesquisadores da ONG Fauna & Flora International, nas montanhas Cardamom, no Camboja. Segundo a ONG, a descoberta da planta pode ser um indicativo da diversidade do local e também da falta de pesquisa nas florestas dessas montanhas.
A Nepenthes holdenii tem formato de jarro e é vermelha ou verde, podendo chegar a 30 cm de comprimento. Ser carnívora permite à planta ganhar nutrientes adicionais e florecer em improváveis tipos de solo.
Uma adaptação incomum desta espécie é a habilidade de aguentar extensos períodos de seca. As temporadas de seca no Camboja tornam queimadas comuns em suas florestas.
Outras espécies foram recentemente encontradas nas montanhas Cardamon, como um sapo e alguns répteis.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Retorno da heroína!


Bióloga vítima de jacaré volta para a Amazônia

Deise Nishimura, 24, teve a perna arrancada na região há menos de um ano

A cientista paulista é especialista em botos cor-de-rosa, mas agora não descata começar a estudar jacarés também

Menos de um ano após ter a perna arrancada por um jacaré na Amazônia, a bióloga paulista Deise Nishimura, 24, volta hoje para o local onde foi atacada. Ela vai retomar sua pesquisa com botos cor-de-rosa da região.
No dia 30 de dezembro, quando limpava peixe na varanda da casa flutuante onde morava, em uma reserva florestal isolada no Alto Amazonas, foi atacada por um gigantesco jacaré-açu.
A região tem uma dos maiores populações desses répteis do Brasil, com cerca de 90 animais por habitante.
O jacaré-açu, que é o maior predador da América do Sul e pode chegar a seis metros de comprimento, pulou cerca de um metro para alcançá-la.
O bicho a levou para o fundo do rio -com cerca de três metros de profundidade- e arrancou sua perna.
Deise só conseguiu escapar porque se lembrou de um documentário que havia visto na televisão.
"Eles falavam que a parte mais sensível do tubarão era o nariz. Eu imaginei que também fosse assim com o jacaré. Então, quando e encontrei duas aberturas na cabeça dele -que eu não sei se eram os olhos ou o nariz- apertei com toda força", diz.
Já refeita do susto, ela fala em tom de brincadeira: "Foi com tanta força que eu até quebrei minha unha."
Depois de se livrar do animal, a bióloga conseguiu se arrastar com dificuldade até o deque onde ancoravam os barcos e gritou por socorro durante alguns minutos.
Em vão. Ninguém estava por perto.
"Quando eu percebi que a água estava muito vermelha por causa do sangue, imaginei que poderia atrair mais jacarés. Tinha de sair dali."
Ela precisou se arrastar mais até a casa e pedir socorro por rádio. Cerca de 15 minutos depois, dois guias de uma pousada local apareceram para socorrê-la.
"Até aquele momento, graças à adrenalina, não estava sentindo dor. Só começou a doer mesmo quando eu já estava no barco, já a caminho do hospital."
O jacaré que atacou a pesquisadora era conhecido no rio. Deise já havia tirado algumas fotos do animal, que costumava dormir bem embaixo da casa flutuante.
Ao ficarem sabendo do ataque, moradores de uma comunidade ribeirinha da região mataram o animal e recuperaram a perna da cientista. Mas, pelo tipo de lesão e pelo tempo passado desde o ataque, os médicos decidiram não reimplantá-la.
Apesar do trauma, Deise fala com tranquilidade, normalmente sorrindo, sobre o episódio. "Ainda estou aprendendo a fazer as coisas, realmente me adaptando à nova realidade. Às vezes não é fácil, mas eu não quero que sintam pena de mim. Quero ser um exemplo de superação", diz a cientista.
No fim de semana, ela foi ovacionada ao contar sua história em uma das palestra do "TEDx Amazônia", um evento que reuniu mais de 400 pessoas e 50 palestrantes em Manaus.
Foi a primeira vez que a bióloga retornou à Amazônia desde o incidente.
Nessa segunda-feira, ela volta para o local do ataque, onde ficará mais um mês trabalhando com o monitoramento de botos cor-de-rosa.
Ela tem planos de voltar definitivamente para a reserva onde foi atacada.
"Os meses que eu passei na Amazônia foram os melhores da minha vida. Eu estava muito feliz. Quero muito voltar a viver na natureza."
Ela não descarta a possibilidade de também começar a estudar jacarés. "Eu com certeza não recusaria a oportunidade de estudar esse animal tão interessante."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hummm, isso explica muita coisa! hehehehe


Por que algumas pessoas têm dificuldades de controlar seus gastos e acabam invariavelmente ultrapassando o limite do cartão de crédito? Alguns colocam a culpa desses excessos na inflação ou nas altas de taxa de juros. Porém, recentemente, pesquisadores encontraram mais um “culpado” para acrescentar a essa lista: um gene associado à compulsão por gastos. Estudos anteriores já haviam mostrado que a genética desempenha papel importante na forma como administramos nossas finanças. Mas o estudo é o primeiro a mostrar que um gene específico pode ser o responsável por afetar o comportamento financeiro de algumas pessoas. Obviamente a relação não é tão direta, mas está ligada ao controle da impulsividade. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego e da Escola de Economia de Londres, analisaram dados genéticos e questionários preenchidos por mais de 2 mil jovens entre 18 e 26 anos que integraram o Estudo Longitudinal Nacional da Saúde do Adolescente. Com esses relatórios os pesquisadores pretendiam saber se esses jovens tinham dívidas acumuladas e qual era o papel do gene de monoamina oxidase (MAO-A, na sigla em inglês), enzima que quebra os neurotransmissores do cérebro.


Algumas pesquisas haviam associado versões de baixa eficiência desse gene à impulsividade. O novo estudo mostrou que pessoas com uma “versão de baixa eficiência” de MAO-A tinham dívidas no cartão de crédito com frequência 7,8% maior que aqueles com duas versões maiores do gene. Isso pode ser observado mesmo quando fatores como condições socioeconômicas e escolaridade foram levados em consideração. Em voluntários com duas “versões baixas do gene”, esse número saltava para 15,9 %. Os pesquisadores se surpreenderam com essa diferença. “O efeito é quase tão grande quanto o analfabetismo financeiro que traduz a incapacidade humana de digerir informações financeiras complexas”, observa o pesquisador Jan-Emmanuel de Neve, um dos autores do estudo.

Mais gente boa chegando....


Depois de ficar conhecido no mundo como o macaco fumante, o chimpanzé Omega, de 12 anos, desembarca nesta terça-feira, 9, às 19h30, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Ele foi resgatado pela ONG Animals Lebanon de um zoológico no sul do Líbano, fechado após denúncias de maus-tratos. Ao ser liberado pela alfândega brasileira, o bicho seguirá de caminhão para São José dos Pinhais, no Paraná, onde vai morar no Instituto Conservacionista Anami, um dos quatro santuários filiados ao Grupo de Apoio aos Primatas (GAP).

“Será uma alegria recebê-lo”, afirmou a proprietária do santuário, Anita Starostik. “Aqui é proibido fumar, portanto ele não vai fumar, nem que ele queria.”

Omega pesa 60 quilos, nunca subiu em árvore nem teve contato com outro chimpanzé, segundo a agência internacional de notícias Associated Press (AP). O primata foi ensinado a fumar nos primeiros anos de vida. Fumando narguilé, era usado para entreter clientes de um restaurante libanês.

Quando cresceu, Omega ficou forte e foi enviado a um zoológico na cidade de Ansar. O primata morou 10 anos numa jaula de 40 metros. Apesar de estar em cativeiro, visitantes do espaço jogavam cigarro para ele. “O chimpanzé continua fumando. Se alguém joga cigarro, ele o pegará e começará a fumar”, disse à agência o diretor executivo da ONG Animals Lebanon, Jason Meier.

O diretor soube há seis meses do caso de Omega. Ele, segundo a agência, convenceu o proprietário do zoológico a fechar o espaço por causa dos maus-tratos em troca de ajuda para encontrar abrigo aos animais. Meier, então, entrou em contato com o GAP, que aceitou receber o chimpanzé.

Assim que chegar ao instituto paranaense, Omega ficará um mês isolado em quarentena para que seja verificado se ele é ou não portador de alguma doença contagiosa.

“Durante esse período os veterinários ficarão atentos a possíveis sinais de abstinência (do tabaco). Se isso ocorrer, faremos um tratamento”, explicou Anita. Ela afirmou que primatas podem se viciar não só em tabaco, mas também em álcool e outras drogas. “Primatas são 99,6% seres humanos”, disse.

Passado o período da quarentena, Omega começará a ser integrado aos outros primatas. Primeiro ele verá os outros chimpanzés por meio de uma cerca. “Fazemos isso para ver o comportamento dele, se agressivo ou calmo. Se for amigável, será integrado a um grupo.” Esses animais vivem até 65 anos e formam bandos entre oito e dez primatas.

“Agora ele vai parar de sofrer e será muito bem tratado com suco de frutas. Ele viverá em um local com 10 mil metros quadrados, com espaço para correr e brincar”, contou Anita. No santuário há até uma cama elástica para os primatas.

Os outros animais que vivem no zoológico do Líbano – sete macacos, uma hiena e várias espécies de aves – não tiveram a mesma sorte que Omega e ainda aguardam uma nova casa.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Que sujeira!


O comboio nuclear com 11 contêineres Castor, carregado com 123 toneladas de resíduos radioativos chegou nesta terça-feira ao destino final, o depósito de lixo atômico de Gorleben, após quase quatro dias de viagem e de constantes bloqueios realizados por ativistas antinucleares.
Os pesados caminhões com os gigantescos contêineres realizaram os últimos 20 km de viagem por terra sem incidentes em pouco mais de uma hora, da estação de ferrovia de Dannenberg até o depósito no estado alemão da Baixa Saxônia.
Pouco antes, os agentes haviam retirado um caminhão do Greenpeace que bloqueava a saída do comboio e retiraram milhares de ativistas que passaram sentados a noite inteira à porta do depósito de Gorleben.
A presença em massa da polícia, que nos últimos dias colocou mais de 20 mil agentes na região, fez com que a última etapa da acidentada viagem transcorresse com relativa calma frente aos incidentes dos dias anteriores.
Conscientes de que seria impossível impedir a chegada a Gorleben do polêmico comboio, os ativistas concentraram esforços para impedir o transporte com todos os meios ao alcance, utilizando tratores e caminhões e até rebanhos de ovelhas e cabras para impedir a passagem.
O último grande bloqueio reuniu 3 mil manifestantes que ficaram 44 horas de sentados diante da porta do depósito, até serem retirados nesta manhã pacificamente pela polícia.
A viagem do comboio de lixo radioativo até o depósito começou na sexta-feira na planta de reprocessamento da La Hague (França) e durante todo o trajeto até Dannenberg foi afetado pelo constante assédio de ativistas antinucleares.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lontra!


Dois filhotes de lontra estão sendo ensinados a nadar em uma pequena piscina de plástico no parque de Longleat, no Reino Unido. Segundo o estabelecimento, os pequenos são cuidados por uma tratadora e começaram a achar que a mulher era sua mãe.
Beverley Allen cuida dos dois desde o nascimento. Quando completaram 12 semanas de vida, foram separados dos pais, já que a mãe, muito velha (11 anos), não produzia leite suficiente para os dois. Beverley agora ensina os dois a nadarem e afirma que, após eles aprenderem, poderão voltar para os pais.
A tratadora leva os dois para casa à noite, eles a seguem e até assistem televisão no colo dela. "No início, eu ajustava meu alarme para despertar a cada duas horas e meia durante a noite, para alimentá-los com uma mamadeira, mas agora eu os alimento pela última vez à meia-noite e pela primeira às 6h", diz Beverley.
"Estamos começando a reintroduzi-los à mãe e ao pai gradualmente, deixando eles sentirem os cheiros e sons, por isso não vai demorar até que eles voltem permanentemente", diz a tratadora.
Os dois filhotes pertencem à subespécie de lontras asiáticas de garra curta, a menor das lontras - têm entre 65 cm e 90 cm e menos de 5 kg.

Lagostinha...


A Corte do Administrativo de Viena, na Áustria, estabeleceu nesta segunda-feira um novo precedente na proteção aos animais ao condenar uma rede de supermercados por não ter respeitado os direitos de boas condições de vida das lagostas que coloca à venda.
As informações foram dadas pelo jornal local Kurier depois da confirmação da condenação em última instância, que na Áustria é a Corte Suprema do Administrativo, que proibiu a empresa de vender lagostas.
Além disso, o empregado do supermercado responsável pela manutenção dos crustáceos em um aquário foi condenado a pagar multa de 316 euros ou a cumprir dois dias e 13 horas de prisão por ter infringido a lei de proteção aos animais.
O advogado Josef Ferber, do Escritório de Veterinária de Viena, qualificou como um "grande passo" a decisão dos juízes supremos, e espera sentenças similares em quatro outros casos.
As lagostas vivas colocadas à venda no aquário de uma filial da rede de supermercados estavam "em um espaço muito pequeno, sem um solo adequado (pedras ou areia) e sem nenhuma possibilidade de movimentação, com as pinças atadas", destacaram os juízes na argumentação da condenação.
As condições de vida dos crustáceos nos aquários de alguns supermercados e restaurantes são muito diferentes às que encontram no seu habitat natural. No mar, normalmente vivem sozinhas e, durante o dia, costumam se esconder entre as rochas ou em buracos da terra, dos quais saem apenas durante a noite.

15 tiros !


Um bebê coala sobreviveu a um ataque com 15 tiros, em Queensland, na Austrália. O animal foi encontrado por um morador ao lado da mãe morta, na última sexta-feira, e levado para tratamento no hospital do Australia Zoo.
O bebê fêmea de pouco mais de um ano de idade, agora batizado de Frodo, parecia ter levado apenas tiros de raspão, mas depois de um raio-X os veterinários descobriram que havia aproximadamente 15 balas espalhadas por seu corpo, causando danos a seu estômago e intestinos.
"O estado de Frodo é extremamente grave e vai exigir monitoramento e cuidado intensivos nos próximos dias", disse a veterinária do zoológico Amber Gillet.
O coala também sofreu uma fratura no crânio e teve que passar por duas cirurgias. Na primeira operação, foram retiradas três balas. Na segunda, outros quatro projéteis foram removidos.
"Crueldade"
O animal está sendo tratado com antibióticos, fluídos e analgésicos fortes. O raio X mostrou que cerca de 15 balas atingiram o coala.
"Estamos chocados de ver esse tipo de crueldade contra os animais e não conseguimos entender por que alguém poderia querer atirar em um coala que não representa nenhuma ameaça", disse Gillet.
"As populações de coala já estão em sério declínio e incidentes como este criam uma pressão desnecessária sobre uma espécie que já está lutando para sobreviver."
O Australia Zoo, criado pelo falecido caçador de crocodilos Steve Irwin, criou uma conta para levantar fundos para o bebê Frodo e outros animais aos cuidados do hospital do zoológico. O ataque está sendo investigado pela polícia de Queensland.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

gordinho


Emmbora 90% de sua dieta seja formada apenas por pedaços de bambu, um panda-gigante adulto chega a pesar até 160 quilos. Difícil imaginar o peso do animal se tomarmos como exemplo o filhote da fêmea Lun Lun, que nasceu do tamanho de um celular.

Nesta quarta-feira (03/11), quando chegou a mundo, o bebê colocou em festa o parque Zoo Atlanta, nos Estados Unidos. O país ainda não havia assistido ao nascimento de um panda-gigante em 2010.

A espécie, de origem chinesa, está em extinção. No mundo, apenas 1.600 deles vivem na natureza. Outros 280 habitam zoológicos, sendo que 11 estão nos EUA.

O problema levou o zoo americano a desenvolver um programa específico para nascimento de pandas. “Deu certo! Lun Lun já deu luz a três filhotes”, comemora Dwight Lawson, diretor do parque.

O novo habitante local receberá visitantes somente a partir de junho de 2011, quando começa o verão no Hemisfério Norte e o filhote já deverá estar mais gordinho.

Óia a onça!!


Uma onça parda entrou em uma casa, em Martinópolis, na região de Presidente Prudente, no interior de São Paulo e foi capturada na madrugada desta quarta-feira (3). Ela se escondeu na garagem, entre as plantas e o carro. A família teve que ficar presa em casa por sete horas porque o animal estava nervoso. Os bombeiros tiveram que usar rede e dardos para capturá-lo. Depois de muito trabalho, a onça foi colocada em uma gaiola e levada para o Parque Estadual Morro do Diabo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

70%


Nada de móveis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez árvores derrubadas na região amazônica, sete vão para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a maior parte da madeira é simplesmente descartada como resíduo.

O principal problema é o processamento dessa madeira. Feito praticamente de forma artesanal e com baixa tecnologia, apenas 30% das toras é aproveitado. Essa fatia representa a parte mais nobre da árvore.

O resto, na forma de serragem e de sobras, é descartado. Segundo Niro Higuchi, coordenador da pesquisa do INPA, é fundamental melhorar o rendimento da floresta. Não basta apenas estancar o desmatamento, por exemplo.

O pesquisador ainda aponta outro motivo para o baixo aproveitamento da madeira: ela é muito barata no mercado local. "É possível comprar um hectare de floresta por R$40", disse à Folha.

De acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX), não é bem assim. O preço médio de uma árvore varia entre R$90 e R$360, dependendo da espécie.

"A madeira aqui na Amazônia é realmente barata. Mas não é só isso. Ela é explorada de maneira desorganizada", alerta Rosana Costa, engenheira agrônoma do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A desorganização dessa exploração não é um problema exclusivo das grandes cidades, que transforma árvore em lixo urbano. Ela afeta também comunidades ribeirinhas - afinal, alguns núcleos incrustados na floresta sobrevivem do processamento de madeira.

Nessas comunidades, todo resíduo é despejado nos rios. "Na água, a serragem pode fermentar e soltar os produtos químicos que foram passados no tronco. Isso causa a morte do rio, como aconteceu no rio Trairão", alerta Rosana.

O objetivo do INPA é reverter, em cinco anos, essa porcentagem, passando a aproveitar 70% da madeira derrubada. O aumento da produtividade acontece em duas etapas.

Na primeira, aperfeiçoa-se a técnica e a tecnologia da indústria madeireira, como o modo de cortar e as lâminas utilizadas.

Em seguida, é a vez dos resíduos. A serragem gera energia em termelétricas. E as sobras, finalmente, podem virar móveis, portas ou cabos de vassoura.

Para Niro, os resultados em laboratório foram animadores. Com isso, já foi firmado convênio com uma madeireira de Itacoatiara (região metropolitana de Manaus) e a aplicação do projeto deve começar até o fim do mês.