sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Inalar sobremesa!


Um laboratório francês de pesquisas na área gastronômica desenvolveu um aparelho que permite inalar sobremesas.
A máquina transforma os doces, inicialmente líquidos, em vapores que podem ser aspirados com um canudo de vidro, evitando a ingestão de calorias.
O aparelho, chamado Le Whaf, é um recipiente redondo de vidro com uma torneira, como um filtro de água.
O líquido é colocado no Whaf e uma "nuvem" se forma no recipiente. A tecnologia integra o uso de ondas de ultrassom por cristais que se polarizam eletricamente ou se deformam em um campo elétrico.
Minúsculas partículas são formadas e ficam suspensas no Whaf, formando os vapores que podem ser inalada.
A máquina havia sido criada no final de 2009, para inalar três tipos de coquetéis, mas o projeto evoluiu e passou a incluir as sobremesas.
O Whaf foi criado pelo professor de Harvard David Edwards, fundador do Le Laboratoire, em Paris, que realiza projetos que misturam ciência, gastronomia e arte.
'Nuvem de sabores'
Edwards, que realizou trabalhos científicos sobre novos modos de aplicação de remédios e vacinas por meio de aerossóis, define o Whaf como 'uma nuvem de sabores'.
A máquina foi desenhada pelo designer culinário Marc Bretillot.
"Há centenas de anos, talvez milhares, nós passamos a comer cada vez menos durante as refeições, mas de maneira mais frequente", diz o professor de Harvard.
"O Whaf nos orienta em direção a um futuro no qual comer é tanto um ato efêmero quanto um ato essencial como o de respirar".
"Após as guerras, nós passamos de uma necessidade maior de comida ao oposto, hoje, de saber como comer menos. Nós queremos menos calorias, mas cada vez mais prazer e sensações. Nesse sentido, o Whaf parece ser uma das respostas possíveis", diz o designer culinário.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Leptospirose!


As equipes de saúde que atendem as vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro se preparam para um aumento no número de casos de doenças ligadas a alagamentos, como tétano, leptospirose e diarreias, nos próximos dias, segundo o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec-RJ), Alexandre Chieppe.
"O crescimento dos casos por conta de lama ou água contaminada ainda não existe nos serviços de saúde montados, mas é claro que nós estamos nos preparando para isso nos próximos dias", afirmou Chieppe. "O período de incubação das doenças fica entre 3 e 45 dias, dependendo da patologia." Por enquanto, os atendimentos se concentram nos ferimentos ligados diretamente aos acidentes na hora da chuva.

Saiba como se prevenir
Para evitar a incidência de doenças ligadas a enchentes, a orientação é evitar o contato com água e lama, assim como tentar, na medida do possível, manter a casa limpa.
"Para quem não tem acesso a luvas e galochas, é possível usar sacos plásticos bem amarrados para envolver mãos e pés na hora de lavar a casa invadida por água", diz Chieppe.
Na limpeza, a recomendação é usar água sanitária. Por isso, a Vigilância Sanitária pede a quem quer fazer doações que inclua o produto nas remessas, assim como outros produtos. "Água sanitária é indispensável na limpeza, não adianta usar só água e sabão, é preciso fazer uma lavagem completa, não deixar sujeira sobrando ou algum foco para surgimento de doença" afirma o superintendente.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

será?


O fim da tensão pré-menstrual (TPM) pode estar mais próximo. Um estudo feito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) renova a esperança de quem convive com o problema. Segundo os pesquisadores, ingerir uma cápsula de ácidos graxos por dia é capaz de reduzir em mais da metade os sintomas.
Os ácidos graxos são um tipo de gordura essencial para o organismo, mas não são produzidos pelo corpo humano. Estão presentes em quantidade reduzida em alimentos como peixes, óleos de linhaça, de fígado e de bacalhau. Por isso, alguns médicos os recomendam em forma de suplemento na dieta.
Participaram do estudo 120 mulheres entre 17 e 37 anos diagnosticadas com o problema. Elas foram acompanhadas durante oito meses: dois antes do início do tratamento e seis durante a ingestão das cápsulas. Um grupo recebeu uma pílula com 1 grama de ácidos graxos, outro recebeu 2 gramas e o terceiro tomou placebo. Além disso, diariamente as voluntárias preenchiam uma escala de marcadores para descrever a intensidade dos sintomas.
Ao final do período, todos os grupos tiveram melhora, sem apresentar alteração nos níveis de colesterol: o primeiro grupo afirmou ter reduzido os sintomas em 64%, o segundo grupo em 74% e o terceiro, em 16%. "Os primeiros sinais de melhora surgiram depois de três meses e não houve relato de efeitos colaterais", afirmou Edilberto Rocha Filho, autor do estudo e médico-assistente do Departamento de Ginecologia da UFPE. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cores da degradação Ambiental








O fotógrafo e ativista americano J. Henry Fair viaja o mundo a bordo de um helicóptero para retratar o impacto de ações humanas como o despejo de lixo e de resíduos industriais em paisagens naturais.
Dezenas dessas imagens foram reunidas no recém-lançado livro "The Day After Tomorrow: Images of Our Earth in Crisis" (O dia depois de amanhã: Imagens de nossa Terra em Crise, em tradução livre).
De grande impacto, as imagens mostram o avanço da degradação provocada pelo vazamento de petróleo no Golfo do México e destruição provocada em parques naturais por lixo industrial

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Machucados...



O atendimento a animais silvestres cresceu nos últimos sete anos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia. No último ano, foram cerca 1.000 atendimentos segundo o diretor-executivo do hospital, Amado da Silva Nunes Júnior. Em 2003, quando a instituição deu início ao trabalho clínico e de pesquisa na área, foram 13 atendimentos. Atualmente, o hospital trata um tamanduá, que, após ser atropelado em uma estrada, sofreu uma lesão na coluna e ficou paraplégico.
De acordo com a médica residente Heloísa Pereira, o tamanduá foi tratado com medicamentos e agora faz sessões de acupuntura, que tem ajudado na reabilitação. O hospital recebe animais silvestres capturados nas áreas urbanas por moradores e aprendidos pela polícia ambiental.

“A incidência de animais nas áreas urbanas é devida à perda de áreas naturais, no caso da nossa cidade, para a atividade agropecuária. Uberlândia está rodeada por represas e isso não deixa de causar impactos ambientais”, disse Júnior. Ainda de acordo com o diretor-executivo, o aumento no atendimento é favorecido pela conscientização das pessoas. “Quem encontra esses animais tende a levá-lo para ser cuidado. Isso, além do trabalho efetivo da polícia ambiental, responsável pela captura”, falou.

O cuidado inadequado em casa acarreta problemas. Uma arara apreendida em uma casa de Uberlândia chegou ao hospital com quadro de estresse, segundo a veterinária. “O proprietário, às vezes, acha que sabe cuidar do animal, mas não sabe. O animal fica estressado e ele mesmo arranca a penas. Nasce e ele arranca de novo”, disse a veterinária.

Após receber cuidados, os animais saudáveis são devolvidos ao habitat natural. Reservas naturais e zoológicos podem ser o destino daqueles que não conseguem a reabilitação completa, de acordo com o diretor-executivo da unidade.

De acordo com o capitão Carlos Magno, subcomandante da Polícia de Meio Ambiente da cidade, é crime criar animal silvestre sem a devida documentação. A pena varia de seis meses a um ano de prisão, além de multa, que é agravada se o animal estiver na lista de extinção.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Salvem as abelhas!


Segundo a Soil Association (www.soilassociation.org), nos últimos anos, houve um declínio maciço no número de abelhas pelo mundo inteiro.
No Reino Unido, os proprietários de colmeias relataram que perderam uma a cada tres colônias de abelhas. Em 2007, Lord Rooker (ministro do DEFRA), disse “Se nada for feito a respeito, a população de abelhas do Reino Unido desaparecerá em dez anos”.
Isto pode trazer sérias consequências para a segurança alimentar mundial e acarretará um imenso impacto econômico negativo. A morte das abelhas melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde do planeta corre perigo. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores e tem uma função vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço do alimento humano dependa da polinização das abelhas.
Por que a população de abelhas está declinando?
Esta é uma pergunta que vale milhões de dólares em pesquisa em vários países, mas ainda não tem uma resposta definitiva. A maior suspeita recai sobre um novo grupo de inseticidas, os neonicotinoides, que foram usados inicialmente nos medos da década de 1990 – exatamente a época em que começou o desaparecimento da maioria das abelhas melíferas. Este pesticida foi banido em diversos países da Europa (França, Alemanha, Itália e Eslovênia), em consequência desse desaparecimento, pois as evidências contra ele são muito fortes. O Reino Unido ainda não o retirou do mercado, onde cerca de um terço das colônias de abelhas desapareceu em tres anos.
Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.
As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.
Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico.
As abelhas não vivem sozinhas, elas vivem em colônias, por isso a necessidade de saber as doses letais de pesticida nas abelhas, individualmente, pois uma desordem neurológica afetará toda a colônia.
O Bach Centre, fundado pelo Dr. Edward Bach, idealizador do fabuloso sistema floral de Bach, contem muitas plantas que são usadas na confecção das essências. Elas crescem semi-selvagens e junto com outras com outras espécies florais selvagens são uma boa fonte de alimento para as abelhas, mas isso não é o suficiente para salvar as abelhas.
A jardineira do Bach Centre, Emma Broad, diz: “O perigo para as abelhas é uma má notícia não só para os apicultores e agricultores, mas também para todos os que usam os florais de Bach”.
Outra causa apontada para o desaparecimento das abelhas melíferas, é o cultivo das plantas transgênicas. Estudos feitos no Reino Unido demonstraram que os poderosos pesticidas que as plantas transgênicas suportam, causam danos à terra. Eles constataram que havia menos abelhas e borboletas nas plantas transgênicas.
No Brasil, apicultores gaúchos e catarinenses, registraram perda de 25% na produção de mel.
Nos EUA e Canadá, em várias regiões, houve perdas de 90% das colmeias. Na Califórnia, houve uma redução de 30 a 60% no número de abelhas.
Na França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Grécia, registrou-se uma redução de 25% na população de abelhas.
Outra hipótese aventada relaciona-se com o problema da radiação dos telefones celulares, que podem interferir no sistema de navegação das abelhas, provocando desorientação e o não retorno à colmeia.
Pesquisa alemães apontam mudanças no comportamento das abelhas na proximidade de linhas de transmissão de alta tensão.
Tem-se dito que Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, à humanidade só restariam quatro anos, porque sem elas, não há polinização e consequentemente não há alimentos. Estudos científicos atuais estão comprovando essa assertiva creditada à Einstein.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Proibido!


Em 1º de janeiro de 2011 entra em vigor na Itália a proibição do uso e a comercialização de sacolas plásticas no comércio, depois da confirmação da medida em 22 de dezembro em reunião do Conselho de Ministros.
No país só será possível utilizar ainda as sacolas disponíveis em negócios e supermercados até acabarem os estoques, sempre que forem gratuitas aos clientes. O Ministério do Meio Ambiente comemorou a restrição adotada pelo Executivo, considerando "uma grande inovação, que marca um passo a frente na luta contra a poluição". Com esta iniciativa, a Itália se soma a países como França, Dinamarca, Irlanda, China e Suíça, que já tomaram medidas contra o uso das bolsas de plástico, que vão desde o pagamento de taxas pelos consumidores para sua utilização até sua proibição.
Para substituir as bolsas de plástico se propôs, entre outras atitudes, o uso de materiais biodegradáveis como o bioplástico ou recorrer às fibras naturais. Organizações ambientalistas denunciam que as bolsas de plástico têm duração em uso de 15 minutos, mas uma vez desprezadas, podem perdurar por mais de 400 anos na natureza soltando substâncias poluentes. Além disso, assinalam que as bolsas são causa de sérios problemas ambientais, já que as substâncias nocivas que são compostas se acumulam durante anos em rios e mares, contaminando os recursos naturais.

Proibido!


A semana de moda de Oslo, na Noruega, tornou-se o primeiro evento a proibir a presença de pele animal em suas passarelas. A medida será colocada em prática já na próxima temporada, realizada de 14 a 20 de fevereiro de 2011.
A proibição é vista como uma vitória para a ONG Mote Mot Pels (Moda Contra a Pele Animal), que vem trabalhado junto ao setor na Noruega e conta com o apoio de estilistas e editores de moda locais.
Realizada duas vezes por ano, a semana de moda de Oslo teve sua primeira edição no início de 2004, com o objetivo de divulgar o trabalho de grifes e estilistas noruegueses.
Entre as marcas participantes estão Moods of Norway, Batlak og Selvig e Fam Irvoll, um dos fundadores da Mote Mot Pels.