terça-feira, 19 de abril de 2011

0 Carbono!


A rede de lojas britânica Marks and Spencer criou uma linha de lingerie ecologicamente amigável, que não contribui para o aquecimento global.

A fábrica, em Thurulie, no Sri Lanka, foi projetada para reduzir 33% da emissão de carbono na atmosfera que a produção teria normalmente.

Quem certificou os produtos foi a empresa The Carbon Trust Footprinting Certification Company, que calculou a quantidade de carbono que seria emitida levando em consideração o ciclo completo da produção de cada item - da manufatura dos componentes até o transporte e a energia despendida nas máquinas. A diminuição no volume de poluente expelido foi possível com a utilização de fontes renováveis de energia e iniciativas de redução de desperdício. Segundo a Mark and Spencer, o processo é complexo, pois uma peça envolve 12 fornecedores, que vendem 21 componentes que vão ser usados na linha de lingerie.

Para neutralizar o restante das emissões da coleção Autograph Leaves, a Marks and Spencer também investe em reflorestamento. Segundo a empresa, já foram plantadas 6.000 árvores nas terras de nove fazendeiros, cuja renda se beneficia das limeiras e magueiras, que correspondem a um quarto das novas plantas. O investimento é feito em parceria com a International Rainforest Trust e o Conservation Carbon Company.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Péssimo!



Arezzo recolhe peças com pele de animais após polêmica no Twitter

Coleção Pelemania colocou a Arezzo entre trend topics do Twitter; empresa apagou comentários negativos em sua página no Facebook

A Arezzo anunciou nesta segunda-feira que recolherá todas as peças da coleção Pelemania, que traz roupas e acessórios com peles de animais, após sofrer críticas de internautas nas mídias sociais. A campanha colocou a Arezzo em primeiro lugar entre os topic trends do Twitter no Brasil neste domingo. Hoje, a empresa está entre os dez assuntos mais comentados na rede social.

“Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores”, disse a companhia, em comunicado. “Por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica.”

A empresa começou a divulgar a coleção Pelemania nas mídias sociais na quarta-feira à noite, para uma rede de 4.496 amigos do Facebook e 24.482 seguidores no Twitter. A marca lançou peças com pele de raposa, coelho e ovelha. A Arezzo convidou os clientes a conhecerem as roupas em sua loja na rua Oscar Freire, em São Paulo.

No Twitter, a empresa foi acusada de maus tratos aos animais e muitos consumidores chegaram a dizer que não comprariam mais produtos da grife. “#Arezzo. Que feio usar pele de animais. Da próxima vez faz bolsa com a pele da própria designer”, disse a Eve Teixeira, no Twitter.

No Facebook, a Arezzo começou a apagar os comentários negativos. “As redes sociais são um espaço aberto para que todos possam expressar suas opiniões, entretanto, nos reservamos o direito de retirar mensagens com conteúdo ofensivo e agressivo”, escreveu a companhia em seu perfil.

A empresa cometeu uma sequência de erros no lançamento da coleção Pelemania, afirma o professor de gestão de marcas da ESPM, Marcos Bedendo. O primeiro deles foi não fazer uma pesquisa de opinião para mensurar a recepção do público a uma coleção com peles de animais. “Há um ambiente geral que recrimina essa prática”, diz.

Como existe um nicho de consumidores que ainda compra roupas com peles de animais, a empresa poderia ter lançado a coleção, diz o professor. “Mas com mais sensibilidade.”

Para ele, a decisão de apagar as mensagens dos internautas em sua página do Facebook foi um “ato de desespero”. A empresa pode moderar comentários desde que divulgue um padrão para isso, como não permitir palavras de baixo calão. Mas as opiniões contrárias bem fundamentadas deveriam ter sido respondidas pela companhia.

Apesar do marketing negativo da campanha, o dano à imagem deve ser momentâneo, de acordo com o professor da ESPM. “As marcas conhecidas tendem a ter um capital de perdão do consumidor”, diz. A realização de uma campanha ecologicamente correta pode reconquistar o consumidor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cada vez menos....


Pinguins naturais do lado oeste da Antártida estão em declínio devido à falta de acesso ao krill, um micro crustáceo parecido com o camarão, que constitui a principal fonte de alimento da espécie. É o que revela um estudo recém-divulgado da entidade de pesquisa americana Nationaly Academy of Sciences.
Após terem acompanhado dados sobre os pinguins nos últimos 30 anos, pesquisadores disseram que números do pinguim Adelie e do pinguim de Chinstrap, naturais da região, vêm caindo desde 1986.
O aquecimento das águas, a redução da camada de gelo e um aumento nas populações de baleias e focas estão entre os motivos citados para a redução do krill.
O krill da Antártida (Euphausia superba) é um animal de em média seis centímetros, e é considerado uma das espécies mais abundantes do planeta, encontrado em locais com densidade de até 30 mil espécies por metros cúbico de água.
Ele é também uma das espécies-chave dos ecossistemas encontrados na Antártida e em suas imediações, por ser o principal alimento de todos os animais vertebrados da região, entre eles o pinguim de Chinstrap e o Adelie.
Os cientistas chegaram à conclusão também de que as mais recentes descobertas põem em cheque conceitos científicos antigos, como o de que a redução na camada de gelo havia levado a um declínio de espécies "amantes de gelo" com o declínio de seus habitats invernais, mas que populações que "avessas ao gelo" teriam registrado aumento.
Os especialistas argumentam que as descobertas mostaram que desde a década de 80 houve um amento tanto dos Adelies amantes de gelo (Pygoscelis adeliae) como dos avessos ao gelo Chinstraps (Pygoscelis antarctica). As populações de ambas as espécies teriam sofrido reduções de até 50%.
Como resultado, os pesquisadores agora defendem uma hipótese "mais sólida", de que as populações de pinguins estão ligadas à abudância da sua principal fonte de alimento, o krill.

Os cientistas acreditam que se o aquecimento global prosseguir, o quadro deverá se agravar ainda mais

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Brilhante!




O fotógrafo Joshua Lambus, de 25 anos, costuma documentar minúsculos animais marinhos luminosos no Mar do Havaí durante mergulhos em águas profundas na região.

A coleção impressionante de imagens produzidas por Lambus inclui águas-vivas, polvos, lulas, camarões e diversos tipos de peixes brilhantes. Boa parte deles tem até quatro centímetros de comprimento.

Os animais foram encontrados a grandes profundidades na costa da ilha Havaí, a maior do arquipélago.
Segundo Lambus, as fotos são tiradas em mergulhos noturnos. De barco, ele vai até cerca de cinco quilômetros longe da costa e mergulha na completa escuridão.

O fotógrafo acumula imagens feitas durante mais de 400 mergulhos em águas profundas.
Ele diz que "falta de luz e de referências é o mais próximo que posso imaginar de estar no espaço".