domingo, 11 de setembro de 2011

Degelo


A camada de gelo que cobre o Oceano Glacial Ártico registrou um novo e preocupante recorde de descongelamento no atual verão europeu, tendo sua superfície reduzida em até 4,24 milhões de quilômetros quadrados.



"A superfície de gelo se reduziu cerca de 50% desde 1972. Os seres vivos que ocupam o ecossistema sob a camada de gelo e que são o ponto de partida da cadeia alimentar também para nós, os humanos, têm cada vez menos espaço vital", advertiu Georg Heygster, cientista do instituto.

Heygster explicou que a superfície gelada do Oceano Glacial Ártico oscila normalmente entre 15 milhões de quilômetros quadrados em março e 5 milhões em setembro. O recorde atual supera o de 2007 em 0,6% e o especialista acredita que a redução da superfície gelada pode se tornar ainda maior até o fim deste mês.

O cientista alemão confirmou que tanto a rota marítima a nordeste, próxima à costa da Rússia, quanto a rota a noroeste, que faz limite com o Canadá, ficaram abertas como consequência do descongelamento do Oceano Ártico, fenômeno semelhante ao que aconteceu em 2008.

Heygster acrescentou que a diminuição da superfície de gelo do Ártico já não se explica mais pela variação natural que acontece de ano a ano, mas pela mudança climática. Por fim, o cientista ressaltou que com o fenômeno a camada média de gelo também perde espessura.

Estudo: cérebro responde mais rapidamente a imagens de animais


Sejam gatinhos ou serpentes, segundo estudo do Caltech e da UCLA, cérebro responde rapidamente a imagens de animais
Foto: Getty Images
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Enquanto algumas pessoas adoram fotos de filhotes, outras se assustam instantaneamente com a simples imagem de uma cobra ou uma aranha. Em ambos os casos, a reação é causada por duas estruturas do cérebro chamadas amígdalas (não confundir com aquela da garganta), que processam reações emocionais. Um estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA, ambas na sigla em inglês) afirma que a amígdala, inclusive, responde preferencialmente a imagens de animais do que de pessoas, paisagens ou objetos.
Segundo o estudo, publicado na revista especializada Nature Neoscience, pacientes epiléticos, que já tinham a atividade cerebral monitorada, passaram por um experimento: eles viam imagens de pessoas, animais, paisagens ou objetos, enquanto as reações dos neurônios eram monitoradas nas duas amígdalas do cérebro.
"Nosso estudo mostra que os neurônios na amígdala humana respondem preferencialmente a imagens de animais, o que significa que a atividade cerebral aumenta quando os pacientes olhavam a gatos ou cobras ao invés de construções ou pessoas", afirma Florian Mormann, um dos autores do artigo que descreve o experimento.
"Essa preferência vale tanto para animais bonitinhos como para feios ou perigosos e parece ser independente do conteúdo emocional da imagem. Notavelmente, nós achamos esse comportamento apenas na amígdala direita, e não na esquerda.
Segundo Mormann, a pesquisa reforça achados anteriores que indicam que, no início da evolução dos vertebrados, o hemisfério direito do cérebro era responsável por cuidar de estímulos relevantes e inesperados ou das mudanças de ambiente.
O pesquisador afirma ainda que, além de uma melhor compreensão sobre o cérebro, o estudo pode levar a conhecermos melhor as fobias de animais